Identidade Natural

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Configurações de fábrica

Meu celular é o M62 da Samsung. Um aparelho mediano, robusto e que não tem nada de especial em sua aparência. O destaque fica no hardware: 8GB de RAM, 128GB de espaço, 7000mAh de bateria. O valor pago foi R$ 1260, ou seja, para 2021, foi uma barganha e tanto. Com essas características, é fácil ficar sem encostar no carregador por mais de 20 horas. Muito diferente do meu aparelho anterior, um Moto X4 comprado em 2018.

Esse foi ótimo nos 15 primeiros meses, mas depois a vaca começou a ir para o brejo em relação à bateria e responsividade. Não sei como está a Motorola hoje, mas na época era comum ver dois tipos de comentários em fóruns e vídeos: android quase limpo e que não tem atualizações por muito tempo. Comprei sabendo desses dois pontos e eles foram extremamente certeiros no Moto X4. Fico devendo a informação se o que começou a degradar primeiro foi a estabilidade do sistema ou a bateria.

Porém, uma coisa foi interessante: a experiência inicial. Liguei o telefone, coloquei minha conta do Google, pulei alguns pedidos da Motorola relacionados a contas, etc. A ideia ali foi simples e isso me agradou bastante.

Como isso foi em 2018, foi uma experiência legal. Na época a Microsoft já estava empurrando o Windows 10 com login e Cortana na instalação. O login não era obrigatório como é hoje no Windows 11, mas havia padrões obscuros para que o usuário usasse a conta Microsoft (um deles era após ter feito toda a configuração, o computador reiniciar e o sistema pedir conta Microsoft novamente).

Não lembro se a Samsung forçava a barra com aplicativos na época, mas hoje a situação é esquisita. Uma das coisas mais bizarras é que no M62 não é possível desinstalar Netflix. É possível desabilitar, mas não desinstalar. Isso provavelmente é pior para aparelhos mais recentes e robustos, com a inclusão de funções de IA. Não vou pagar para ver.


Dito essas experiências, tirei do fundo do baú algumas memórias envolvendo a primeira experiência do usuário com algum sistema. Com Windows 7 e Vista a experiência era simples e direta. Escolhia o teclado, idioma e local, foto (das que já tinham no sistema), nome de usuário, se queria ou não receber atualização e pé na estrada. Após isso, você instalava drivers (sim, hoje não precisa, mas não sei se considero algo 100% ideal) e instalava os programas que ia usar.

Era isso. Você instalava os programas que ia usar, não desinstalar os que não ia, pois não havia programas desnecessários instalados. E isso se tornou um contraste absurdo de antes para agora. A primeira experiência do Windows é basicamente a primeira experiência de um M62 ou afins. Para se ter uma ideia, o Windows Live Messenger (MSN ou WhatsApp antes de 2010) era o, se não um dos, softwares mais usados no mundo quando o assunto é comunicação por texto e voz. E mesmo assim, nunca veio instalado por padrão. Podemos até lembrar que o Windows Messenger vinha instalado por padrão no Windows XP, mas as pessoas só usavam isso enquanto estavam baixando o Live Messenger.

Com navegadores, as coisas eram bem 8 ou 80. Ficávamos no Internet Explorer e seu péssimo motor trident ou baixávamos o Firefox. Para boa parte das pessoas, o Internet Explorer era o suficiente para orkut, notícias e YouTube. Firefox era um passo a mais para quem queria boa usabilidade com extensões e abas. Ao abrir o Internet Explorer pela primeira vez, a experiência não era boa e nem ruim. Ele fazia o que tinha que fazer (que era baixar o Firefox).

Ao fazer o download do Firefox, não tinha empecilhos avisando para não fazer isso. Ao escrever essa postagem pesquisei por Firefox no Bing e apareceu um anúncio do Opera e outro do Roblox. Fica complicado entender o que está acontecendo. Melhor não tentar.


Enfim, deu para ter uma ideia. Hoje compramos algo e passamos mais de 30 minutos configurando para depois começar o uso de fato.

Atualmente, tenho poucas experiências, fora dos softwares voltados ao áudio, que são diretos ao ponto. Steam, VLC, Directory Opus (se você salvou o arquivo de configurações) e FL Studio.

Desde o Windows 10, aparece 'Este PC' e não 'Meu Computador'. Acho que já dá para ter uma noção do motivo.

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A comunidade é a melhor receita para longevidade dos jogos

Recentemente, a Turtle Rock Studios anunciou que Back 4 Blood foi deixado pra morrer. Como gosto muito de Left 4 Dead, cheguei a comprar o jogo em uma promoção da Epic Games em conjunto com um cupom de desconto do PayPal; mesmo com tanto desconto, não foi a melhor das experiências.

Back 4 Blood é linear, monótono e fechado. Back 4 Blood não serve para ser chamado de sucessor espiritual do Left 4 Dead, pois não tem o espírito do Left 4 Dead. Mas aí vem a pergunta: qual é o espírito do Left 4 Dead? O que faz um jogo lançado em 2009 ter uma base de jogadores tão fiel?

Um exemplo similar ao Left 4 Dead é Euro Truck Simulator 2 (lançado em 2012) e seu irmão mas novo, American Truck Simulator. Ambos com uma comunidade um pouco mais centrada que conta com variações de 10 mil até 40 mil jogadores simultâneos todos os dias. 1 O que faz esses dois jogos serem populares mesmo depois de mais de 10 anos do seu lançamento?

Para entendermos isso, vamos primeiro entender como funciona a dinâmica entre desenvolvedor e comunidade nos dois jogos.

  1. O Left 4 Dead 2 conta com mais de 10.000 jogadores todos os dias. Com informações do SteamDB, você pode ver que é comum ter 20.000 jogadores simultâneos.

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20 anos de WordPress!

Em 2007, o João Vitor de até então 10 anos pôde conhecer blogs. Cresceu ali fascinação por conteúdos escritos de forma leve, simples e sem a imponência e o ar de superioridade de que portais e grandes veículos de notícia tinham na época.

Com o lançamento do Windows Vista, a quantidade de blogs voltadas a personalização do sistema também crescia. E uma das coisas que mais me cativava nestes blogs era o visual. Os autores personalizavam o clássico tema Neat! conforme as ideias que iam surgindo. Alguns faziam o aspecto mais sóbrio e escuro do tema criar a personalidade do Office 2007, que por sua vez tinha tons azuis mais claros. Outros mantinham o ar mais sóbrio que, até então, só o Windows Vista tinha.

Uma coisa que o WordPress nunca deixou, foi de se desenvolver. Com uma comunidade que provavelmente nunca conhecerá seu fim, o WordPress faz presença em praticamente 50% dos sites da internet. A ideia de ter controle sobre o próprio conteúdo na internet sem precisar conhecer nada de código, faz grande a inclusão de pequenos autores.

Se não fosse pelo WordPress, provavelmente eu não teria muito interesse na Web como um todo. Ler se tornou mais prazeroso por recursos que, em 2007, o WordPress era melhor em fazer. Não era o único, mas era o melhor. Vida longa ao WordPress!

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Barry Leitch — Além do Top Gear

Barry Leitch, compositor de Top Gear, Horizon Chase e Lotus Turbo Challenge. — Fonte: Barry Leitch/Identidade Natural
Barry Leitch, compositor de Top Gear, Horizon Chase e Lotus Turbo Challenge. — Fonte: Barry Leitch/Identidade Natural

Quem teve a oportunidade de jogar num Super Nintendo é quase certeza que conheceu Top Gear (também chamado de Top Racer). O jogo fez muito sucesso no final dos anos 90 para o começo dos anos 2000 (sim, eu sei, mas nem todo mundo tinha um PlayStation naquela época). O jogo levou quase 5 meses para ser desenvolvido, teve como uma de suas características mais marcantes (se não a mais marcante) a trilha sonora, feita por Barry Leitch.

Neste primeiro especial (e nada mais especial e natural para mim do que isso), vamos conhecer mais sobre o compositor Barry Leitch, uma das minhas principais inspirações para entrar no mundo da música.

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