Identidade Natural

JetPack Stats e dados presos no WordPress.com

Muito do que o WordPress era está se perdendo e isso é triste. É como voltar ao lugar que morou e ao invés de ver ele melhor, está pior. Para quem não sabe, o JetPack é um conjunto de utilitários para que traz ferramentas nativas do WordPress.com para instalações auto hospedadas. Dentre esses utilitários, um dos melhores é o Stats, uma réplica do contador de visitas do WordPress.com.

Na migração que fiz esse ano do WordPress para um sistema próprio, um dos processos foi transferir os dados de visitas e visualizações para o novo sistema. Como eu estava usando o Koko Analytics desde o começo de 2024, a maior parte dos dados ficou por lá mesmo. Acontece que ainda tinha um pedaço que estava faltando, que era os dados de Agosto de 2023 até Janeiro de 2024 (comecei o blog em Março de 2023, mas fui instalar um plugin desses só em Agosto).

Para resolver isso pensei que seria necessário acessar minha instalação do WordPress e simplesmente exportar os dados do JetPack. Que inocência da minha parte. O buraco é mais embaixo.

Instalei o JetPack novamente e aparentemente tinha tudo pra dar certo. Precisei conectar meu blog com minha conta do WordPress.com para poder ter acesso aos dados. Aqui fiquei já fiquei com receio, pois deletei a conta que eu tinha usado na época. Bobeira.

Assim que conectei com uma conta diferente, os dados apareceram. Ou seja, se você tem um domínio hoje e decide não renová-lo, caso alguém registre-o no futuro, essa pessoa poderá acessar dados do WordPress.com relacionados ao seu site. Para minha não surpresa, você não pode exportar todos os dados de stats do JetPack. Você pode baixar o CSV picado, mas nada muito útil para uma migração inteligente.

Dito isso, lembrei que o Koko Analytics tem uma função para importar dados do JetPack. Dessa forma, ele precisa da sua chave API do WordPress.com. Após isso, exportei os dados num arquivo *.ndjson do Koko Analytics e simplesmente importei no sistema novo, limitando até onde eu queria importar.

Sei que tem como usar API do WordPress.com, inclusive tem a moderna e a legada. Não consegui (consegui conectar e usar alguns comandos, mas não o suficiente para retornar os dados), talvez eu ainda não seja inteligente o suficiente para isso. Mas fazer o que, né? Pessoas mais inteligentes que eu estão tomando decisões não tão inteligentes assim.

Tutoriais
🔗 MS Icons - Repositório de ícones de plataformas da Microsoft

Daniel Bradley, MVP Microsoft entusiasta por plataformas como Azure e 365, fez um repositório com ícones usados nessas plataformas. Um dos ícones mais legais é o Bonsai, até parece um primo do ícone do Identidade.

Utilidades

Teclado em inglês e monitor de 144hz

Em 2021, morei em outro estado por alguns meses. Passando um tempo fora, comprei um notebook para melhor facilitar a locomoção em caso de precisar mudar para outro local ou manter o fluxo de um trabalho urgente. Tenho um desktop, porém é extremamente pesado e inviável de sair carregando monitor e gabinete para tudo quanto é lado. Esse notebook vinha com alta taxa de atualização do monitor, uma funcionalidade que até então só havia ouvido falar.

A primeira impressão é o computador ser rápido. Mesmo com um hardware mais lento, o notebook parecia mais rápido e fluído do que meu desktop (e estamos falando de um Ryzen 5900X contra um i7-9750H). Sabia que ali nascia uma possível mudança no costume que eu não conseguiria retroceder. É como experimentar Coca-Cola após passar anos tomando Zap Cola. 1

Dito e feito, poucas semanas após voltar para casa, comprei um monitor Dell de 160Hz. Era impossível continuar utilizando o velho ultrawide de guerra depois ter me acostumado com um melhor modelo de IPS e com alta taxa de Hz. Desde então não tenho utilizado monitores com taxas abaixo de 144Hz e francamente, vale a pena. A experiência é outra ao trabalhar com reações em ondas de áudio com equalizadores, compressores ou supressores de ressonância.

Em jogos a coisa também muda de figura (afinal de contas, acredito que o público alvo desse tipo de funcionalidade são os gamers). FPS como Counter-Strike e Left 4 Dead 2 ficam bem mais agradáveis. Em jogos de plataforma não parece ser tão diferente, mas da para notar uma coisa ou outra. Modo campanha de jogos de luta não é tão atraente. As lutas ficam em 60FPS na maioria dos jogos, mas cutscenes costumam ser em uma taxa de quadros mais baixa. Isso corta um pouco a imersão.


Quando criança, tive a oportunidade de utilizar um teclado com teclas baixas. Na época (começo dos anos 2000), era comum ver os teclados brancos com teclas da altura de uma calçada, então não só ver, mas poder utilizar um teclado com teclas baixas era o máximo. Era agradável de digitar e competia muito com notebooks que tive a oportunidade de utilizar.

Como nunca fui muito fã de teclados comuns e sempre utilizei teclados com teclas baixas, resolvi ser cobaia e experimentar um teclado mecânico de perfil baixo. A tentativa veio após 10 anos utilizando o mesmo teclado de perfil baixo que eu havia comprado no Mercado Livre em 2010.

Após o tempo fora e acostumado com o teclado do notebook, o teclado mecânico já não me servia mais. O teclado do notebook era ABNT2 e o mecânico era PT-PT. O layout incomodava, mas a ideia de que era um teclado mecânico e mesmo assim era um pouco alto demais para aquele padrão, me desanimava.

Vendi o teclado e tentei dar uma chance para um teclado básico da Dell, o KB216. É um teclado extremamente simples, porém com teclas baixas e layout ABNT2. Acostumei com ele, mas após um ano e uns quebrados, o teclado pifou. Não recorri à garantia, pois ela já tinha acabado. Com isso, resolvi arriscar mais uma vez, mas não em um teclado mecânico, dessa vez um teclado em inglês.


Acredite, a primeira experiência foi ótima. Tive uns tropeços com a acentuação, mas nada que atrapalhasse. Utilizo o teclado em inglês internacional e não tem nada que atrapalhe no momento.

O problema foi chegar na escolha. Fiquei procurando por um teclado de perfil baixo por dias e sempre busquei por teclado com fio. A escolha desse teclado veio em meio a tantas opiniões ruins sobre outros teclados de perfil baixo no mercado. Eram sempre problemas com cabo ou teclas sem funcionar. Outra coisa que prezei foi luz de fundo no teclado. O teclado mecânico tinha luzes RGB, mas sempre configurava para ficar uma cor leve, azul-claro ou branco de preferência. O teclado da Dell, por ser extremamente simples não tinha função de luz nas teclas e isso fazia falta.

Acabei chutando o balde e decidi pelo Logitech. Era mais caro, mas já tinha passado por coisas baratas e sem qualidade de mais para ficar dando mole. Comprei o teclado em 2024 e até está funcionando bem até hoje. As teclas são agradáveis, melhores que do notebook e acredito ser uma daquelas compras de que vale a pena indicar, pois repetir não é necessário quando o produto faz o que promete.

Dica: o MX Keys S é um excelente teclado, porém caro. É possível encontrar ele por preços bem abaixo dos anunciados de 700 e tantos reais. Já vi ele custando 400 e pouco na Amazon, ou seja, ele pode ficar até mais barato em outros lugares.
  1. ZAP Cola é um refrigerante de Goiás. Apesar de não ser tão ruim, não é lá essas coisas. Curiosamente, a fabricante do ZAP Cola faz o melhor refrigerante de guaraná que já tomei, o Guaraná Mineiro.

Utilidades

Configurações de fábrica

Meu celular é o M62 da Samsung. Um aparelho mediano, robusto e que não tem nada de especial em sua aparência. O destaque fica no hardware: 8GB de RAM, 128GB de espaço, 7000mAh de bateria. O valor pago foi R$ 1260, ou seja, para 2021, foi uma barganha e tanto. Com essas características, é fácil ficar sem encostar no carregador por mais de 20 horas. Muito diferente do meu aparelho anterior, um Moto X4 comprado em 2018.

Esse foi ótimo nos 15 primeiros meses, mas depois a vaca começou a ir para o brejo em relação à bateria e responsividade. Não sei como está a Motorola hoje, mas na época era comum ver dois tipos de comentários em fóruns e vídeos: android quase limpo e que não tem atualizações por muito tempo. Comprei sabendo desses dois pontos e eles foram extremamente certeiros no Moto X4. Fico devendo a informação se o que começou a degradar primeiro foi a estabilidade do sistema ou a bateria.

Porém, uma coisa foi interessante: a experiência inicial. Liguei o telefone, coloquei minha conta do Google, pulei alguns pedidos da Motorola relacionados a contas, etc. A ideia ali foi simples e isso me agradou bastante.

Como isso foi em 2018, foi uma experiência legal. Na época a Microsoft já estava empurrando o Windows 10 com login e Cortana na instalação. O login não era obrigatório como é hoje no Windows 11, mas havia padrões obscuros para que o usuário usasse a conta Microsoft (um deles era após ter feito toda a configuração, o computador reiniciar e o sistema pedir conta Microsoft novamente).

Não lembro se a Samsung forçava a barra com aplicativos na época, mas hoje a situação é esquisita. Uma das coisas mais bizarras é que no M62 não é possível desinstalar Netflix. É possível desabilitar, mas não desinstalar. Isso provavelmente é pior para aparelhos mais recentes e robustos, com a inclusão de funções de IA. Não vou pagar para ver.


Dito essas experiências, tirei do fundo do baú algumas memórias envolvendo a primeira experiência do usuário com algum sistema. Com Windows 7 e Vista a experiência era simples e direta. Escolhia o teclado, idioma e local, foto (das que já tinham no sistema), nome de usuário, se queria ou não receber atualização e pé na estrada. Após isso, você instalava drivers (sim, hoje não precisa, mas não sei se considero algo 100% ideal) e instalava os programas que ia usar.

Era isso. Você instalava os programas que ia usar, não desinstalar os que não ia, pois não havia programas desnecessários instalados. E isso se tornou um contraste absurdo de antes para agora. A primeira experiência do Windows é basicamente a primeira experiência de um M62 ou afins. Para se ter uma ideia, o Windows Live Messenger (MSN ou WhatsApp antes de 2010) era o, se não um dos, softwares mais usados no mundo quando o assunto é comunicação por texto e voz. E mesmo assim, nunca veio instalado por padrão. Podemos até lembrar que o Windows Messenger vinha instalado por padrão no Windows XP, mas as pessoas só usavam isso enquanto estavam baixando o Live Messenger.

Com navegadores, as coisas eram bem 8 ou 80. Ficávamos no Internet Explorer e seu péssimo motor trident ou baixávamos o Firefox. Para boa parte das pessoas, o Internet Explorer era o suficiente para orkut, notícias e YouTube. Firefox era um passo a mais para quem queria boa usabilidade com extensões e abas. Ao abrir o Internet Explorer pela primeira vez, a experiência não era boa e nem ruim. Ele fazia o que tinha que fazer (que era baixar o Firefox).

Ao fazer o download do Firefox, não tinha empecilhos avisando para não fazer isso. Ao escrever essa postagem pesquisei por Firefox no Bing e apareceu um anúncio do Opera e outro do Roblox. Fica complicado entender o que está acontecendo. Melhor não tentar.


Enfim, deu para ter uma ideia. Hoje compramos algo e passamos mais de 30 minutos configurando para depois começar o uso de fato.

Atualmente, tenho poucas experiências, fora dos softwares voltados ao áudio, que são diretos ao ponto. Steam, VLC, Directory Opus (se você salvou o arquivo de configurações) e FL Studio.

Desde o Windows 10, aparece 'Este PC' e não 'Meu Computador'. Acho que já dá para ter uma noção do motivo.

Especiais

Axe CMS

Desde que fiquei desapontado com a quantidade de besteiras envolvendo o WordPress, procurei alternativas que fossem mais simples e que se necessário, toda função adicional fosse implementada de um jeito mais adequado.

Passei pelo Jekyll, não gostei de ter que ficar escrevendo em markdown e ter que dar comando no terminal toda vez que eu quisesse publicar o site. Imagino que tenha como automatizar isso, mas até chegar lá perdi a empolgação.

Cheguei a testar o ClassicPress e a proposta é ótima, praticamente o que eu gostaria que fosse. Mas encontrei empasses ao testar alguns plugins. Nesse andar da caminhada eu já estava cansado com coisas relacionadas ao WordPress e então resolvi focar em um sistema próprio para o Identidade.

Pulando para o atual momento, li que o site BR-Linux voltou. Estava lendo algumas postagens e quando cheguei no rodapé, vi que foi feito usando um CMS chamado Axe. O Axe é um CMS desenvolvido pelo próprio editor do BR-Linux. Tem suporte a tags, bio de autor, agendamento de posts, plugins e outras coisas.

Se quiser dar uma olhada, este é o link.

Servidores e Utilidades