Em 2021, morei em outro estado por alguns meses. Passando um tempo fora, comprei um notebook para melhor facilitar a locomoção em caso de precisar mudar para outro local ou manter o fluxo de um trabalho urgente. Tenho um desktop, porém é extremamente pesado e inviável de sair carregando monitor e gabinete para tudo quanto é lado. Esse notebook vinha com alta taxa de atualização do monitor, uma funcionalidade que até então só havia ouvido falar.
A primeira impressão é o computador ser rápido. Mesmo com um hardware mais lento, o notebook parecia mais rápido e fluído do que meu desktop (e estamos falando de um Ryzen 5900X contra um i7-9750H). Sabia que ali nascia uma possível mudança no costume que eu não conseguiria retroceder. É como experimentar Coca-Cola após passar anos tomando Zap Cola. 1
Dito e feito, poucas semanas após voltar para casa, comprei um monitor Dell de 160Hz. Era impossível continuar utilizando o velho ultrawide de guerra depois ter me acostumado com um melhor modelo de IPS e com alta taxa de Hz. Desde então não tenho utilizado monitores com taxas abaixo de 144Hz e francamente, vale a pena. A experiência é outra ao trabalhar com reações em ondas de áudio com equalizadores, compressores ou supressores de ressonância.
Em jogos a coisa também muda de figura (afinal de contas, acredito que o público alvo desse tipo de funcionalidade são os gamers). FPS como Counter-Strike e Left 4 Dead 2 ficam bem mais agradáveis. Em jogos de plataforma não parece ser tão diferente, mas da para notar uma coisa ou outra. Modo campanha de jogos de luta não é tão atraente. As lutas ficam em 60FPS na maioria dos jogos, mas cutscenes costumam ser em uma taxa de quadros mais baixa. Isso corta um pouco a imersão.
Quando criança, tive a oportunidade de utilizar um teclado com teclas baixas. Na época (começo dos anos 2000), era comum ver os teclados brancos com teclas da altura de uma calçada, então não só ver, mas poder utilizar um teclado com teclas baixas era o máximo. Era agradável de digitar e competia muito com notebooks que tive a oportunidade de utilizar.
Como nunca fui muito fã de teclados comuns e sempre utilizei teclados com teclas baixas, resolvi ser cobaia e experimentar um teclado mecânico de perfil baixo. A tentativa veio após 10 anos utilizando o mesmo teclado de perfil baixo que eu havia comprado no Mercado Livre em 2010.
Após o tempo fora e acostumado com o teclado do notebook, o teclado mecânico já não me servia mais. O teclado do notebook era ABNT2 e o mecânico era PT-PT. O layout incomodava, mas a ideia de que era um teclado mecânico e mesmo assim era um pouco alto demais para aquele padrão, me desanimava.
Vendi o teclado e tentei dar uma chance para um teclado básico da Dell, o KB216. É um teclado extremamente simples, porém com teclas baixas e layout ABNT2. Acostumei com ele, mas após um ano e uns quebrados, o teclado pifou. Não recorri à garantia, pois ela já tinha acabado. Com isso, resolvi arriscar mais uma vez, mas não em um teclado mecânico, dessa vez um teclado em inglês.
Acredite, a primeira experiência foi ótima. Tive uns tropeços com a acentuação, mas nada que atrapalhasse. Utilizo o teclado em inglês internacional e não tem nada que atrapalhe no momento.
O problema foi chegar na escolha. Fiquei procurando por um teclado de perfil baixo por dias e sempre busquei por teclado com fio. A escolha desse teclado veio em meio a tantas opiniões ruins sobre outros teclados de perfil baixo no mercado. Eram sempre problemas com cabo ou teclas sem funcionar. Outra coisa que prezei foi luz de fundo no teclado. O teclado mecânico tinha luzes RGB, mas sempre configurava para ficar uma cor leve, azul-claro ou branco de preferência. O teclado da Dell, por ser extremamente simples não tinha função de luz nas teclas e isso fazia falta.
Acabei chutando o balde e decidi pelo Logitech. Era mais caro, mas já tinha passado por coisas baratas e sem qualidade de mais para ficar dando mole. Comprei o teclado em 2024 e até está funcionando bem até hoje. As teclas são agradáveis, melhores que do notebook e acredito ser uma daquelas compras de que vale a pena indicar, pois repetir não é necessário quando o produto faz o que promete.
- ZAP Cola é um refrigerante de Goiás. Apesar de não ser tão ruim, não é lá essas coisas. Curiosamente, a fabricante do ZAP Cola faz o melhor refrigerante de guaraná que já tomei, o Guaraná Mineiro.